A maioria da população mundial concentra-se nas zonas costeiras dos continentes. Em Portugal, que possui uma grande extensão de costa, é no litoral que se verifica a maior densidade populacional e que se localizam as princiapais cidades
A faixa litoral é a zona de transição do continente para o oecano. Nessa transição, é possível distinguir:
-Arribas-costas altas e escarpadas, constituidas por material rochoso consolidado e com escassa cobertura vegetal.
-Praias-zonas baixas onde ocorre a acumulação de sediementos, de dimensões variadas, a grande maioria dos uias de origem fluvial. Em algumas praias, existem dunas litorais.
A faixa litoral, em especial as arribas, sofre fenómenos de abrasão marinha, que é o desgaste provocado pelo rebentamento das ondas nas rochas. A abrasão marinha é particularmente intensa, quando as ondas transportam partículas que são atiradas contra as rochas.
Na base das arribas existem plataformas de abrasão que são superficies relativamente planas e próximas do nível do mar onde se encontram sedimentos dos factores natrais. Algumas das causas antrópicas que afectam a evolução do litoral são as seguintes:
-ocupação da faixa litoral com construções;
-diminuição da quantidade de sedimentos, devido à construção de barragens ou exploração de inertes rios;
-destruição de defesas naturais, como dunas e vegetação costeira.
Em Portugal, a linha de costa está a recuar em praticamente toda a sua extensão, ameaçando construções, colocando em risco a vida e os bens das populações e provocando desequilibrios nos ecossistemas. A erosão do litoral pode ser combatida pelas seguintes medidas:
-construção de obras de engenharia, como paredões, quebra-mares e esporões. Estes referidos em último, servem para reter areias a ocidentes deste, mas ocorre a deficiência de abastecimento de areias nos locais situados a oriente e, por isso, aumenta a erosão, o que conduz à construção de sucessivos esporões;
-estabilização de arribas;
-alimentação artificial das praias com inertes;
-recuperação de dunas.
Curiosidade
Calcula-se que cerca de um terço da costa portuguesa esteja em processo de erosão. Segundo um estudo, Portugal ocupa o 4º lugar no ranking dos países com maior erosão litoral.
Estima-se que todos os anos cerca de 15 km ao quadrado são tragados pelo mar, não só por causas naturais, como a subida do nível das águas, mas sobretudo, devido à acção humana. A construção de barragens nos rios retém grande parte dos sedimentos. Antes dessas construções, os sedimentos fluíam para os rios e alimentavam a costa, tornando-a mais resistente. A retirada de areias para a construção civil é outra causa do empobrecimento em areias das regiões litorais.
As areias e outros materiais arrancados pelo mar ou transportados pelos rios depositam-se quando as condições o propiciam, constituindo diferentes formas de deposição, como as praias, restinhas, ilhas-barreiras, tômbolos, etc.
As bacias hidrográficas, as zonas costeiras e as zonas de vertente constituem situações de risco geológico, nas quais uma intervenção qualificada e a adopção de medidas eficazes de ordenamento do território podem contribuir para prevenir acidentes e reduzir perdas materiais e humanas. O ordenamento do território é entendido como a organização do espaço biofísico, tendo em conta a sua ocupação e utilização de acordo com as capacidades e caracteristicas que apresenta.
Bacias hidrográficas A água corrente é um dos agentes geológicos mais importantes na erosão, no transporte e na deposição de sedimentos e a sua influência é visivel em, praticamente, todas as paisagens.
Os rios são cursos de água superficiais e largos que podem desaguar noutro rio, lago ou no mar. No perfil de um rio, consideram-se os seguintes elementos: -Leito do rio: terreno ocupado, normalmente, pelas ágas. -Leito de cheia:espaço ocupado pelas águas em época de cheias quando a pluviosidade é muito abundante. -Leito de seca:zona oupada pelas águas, quando a quantidade destas diminui durante o Verão. -Margens:faixas de terreno contíguas ao leito do rio.
Os rios incluem-se em redes hidrográficas e bacias hidrográficas. A rede hidrográfica é o conjunto de todos os cursos de água, normalmente confluentes, de uma determinada região. Uma bacia hidrográfica é a área drenada por uma rede hidrográfica.
A actividade geológica de um rio compreende os seguintes processos:
-Erosão, meteorização:remoção de materiais resultantes das rochas do leito do rio e das margens.
-Transporte:deslocamento, pela corrente de água, dos detritos rochosos, removidos pela erosão. A carga de um rio é constituida por materiais dissolvidos, materiais em suspensão e materiais que sofrem tracção no fundo. A tracção pode fazer-se por arrastamento, rolamento ou saltação dos materiaias.
-Sedimentação:deposição dos materiais, quando diminui a capacidade de transporte de um rio. A sedimentação é influenciada pelas dimensões e peso dos detritos e pala velocidade da corrente.
As cheias são fenómenos naturais provocados por precipitação intensa de curta duração, por precipitação muito prolongada ou por fusão de gelo. Durante uma cheia, o excesso de água faz aumentar o caudal dos rios e provoca o extravasamento das águas e a inundação das margens. As cheias têm um grande impacto, quando há ocupação antrópida do leito de cheia. A prevenção de danos materiais e humanos causados pelas cheias pode ser conseguida através das seguintes medidas:
-regulamentação da construção em leitos de cheia e da sua oupação por outras actividades humanas;
-adopção de sistemas de regularização dos cursos de água, como a construção de barragens e de canalizações.
A construção de barragens permite regular o caudal dos rios, o qual varia de acordo com as condições climáticas. A retenção de água na albufeira evita inundações a jusante. As barragens permitem ainda outras utilizações da água, como a produção de energia hidroelóctrica, o abastecimento das populações, as actividades de recreio ou a irrigação de terrenos agrícolas. No entanto, estão associados às barragens os seguintes inpactes negtaivos:
-retenção de sedimentos a montante da barragem, com a redução da carga sólida debitada pelos rios no mar;
-destruição ou desequilibrio dos ecossistemas da zona, pela inundação de áreas anteriormente emersas, e interferência com as migrações de peixes.
Associada à acumulação de sediementos nos rios, como consequência da construção de barragens, floresce a actividade de extracção de inertes. Esta actividade pode ter as seguintes consequências:
-deparecimento de praias fluviais;
-descalçamento de pilares de pontes, podendo originar a sua queda;
-alterações das correntes;
-redução na quantidade de sediementos que chegam ao mar.
As classificações biológicas utilizadas actualmente reflectem ainda a influência dos trabalhos de Lineu no início do século XVIII.
O sistema de classificação de Lineu, tanto para animais, baseou-se num sistema de classificação ue desenvolveu, os seres vivos agrupados em dois grandes reinos, plantas e animais que se subdividam em categorias progressivamente de menor amplitude. Este modo lineano de ordenação dos seres vivos numa série ascendente a partir da espécie constitui um sistema hierárquico de classificação.
Na hierarquia das classificações biológicas, cada uma das categorias taxonómicas é também designada por taxon (plural taxa). Além das sete categorias principais de taxa usadas em classificaçõa-espécie, género, familia, ordem, classe, filo, reino-,os taxonomistas têm, por vezes, necessidade de considerar categorias intermédias. Para distinguir usam prefixos, como super, sub e infra.
Sistema de classificação de Whittaker modificado
A sistemática considerou o Reino como a mis elevada e a mais inclusiva das categorias taxonómicas. Lineu descobriu o organismos por dois reinos, Plantas e Animais. Esta divisão perdurou durante um longo período de tempo. As bactérias foram consideradas plantas, devido à existência de parede celular, assim como os eucariontes unicelulares que possuem cloroplastos. Os fungos também forma considerados plantas, porque não têm capacidade de locomoção. Os eucariontes unicelulares móveis e que se nutrem por ingestão forma considerados animais. No céculo XIX, Haeckel propôs um sistema de classificação com três reinos, tendo acrescentado, aos reinos de Lineu, o Reino Protista. No século XX, Copeland propôs um sistema com quatro reinos: Plantas, Animais, Protista e Monera.
Robert Whittaker propôs em 1969, um sistema de classificação em 5 reinos: Monera, Protista, Fungi, Plantae e Animalia. Este sistema de classificação é baseado nos seguintes critérios:
-nível de organização (estrutura celular procariótica e eucariótica);
-modos de nutrição (fotoautrofismo, quimioautotrofismo, heterotrofismo e seres que realizam a fotossintese)
-interacções nos ecossistemas (produtores, microconsumidores e macroconsumidores)
Em 1979, Whittaker modificou o seu sistema de classificação, passando a incluir no Reino Protista alguns organismos anteriormente incluidos nos Reinos Planate e Fungi.
Surgiu um aproposta de divisão dos seres vivos em três domínios, sendo o Dominínio uma categoria taxonómica anda mais abrangente do que o Reino. Esta proposta considera os seguintes domínios:
-Bacteria (eubactérias)-inclui os procariontes mais diversficados e com maior distribuição.
-Archaea (arqueobactérias)-inclui os procariontes metanégenos e os que vivem em ambientes extremo de temperatura (halófilos extremos), salinidade (halófilos extremos).
-Eukarya (eucariontes)-inclui todos os eucariontes.
A Taxonomia é um trabalho em progresso. O debate continua ao nível dos reinos, mas existe um consenso mais alargado no que respeita à inclusão dos reinos nos três dominios. O grau de confiança na formação dos grupos é maior ao nível dos grupos de hierarquia mais baizxa, como géneros ou familias, que representam a divergência a partir de ancestrais comuns recentes. A Taxonomia ao nível dos reinos diz respeito a ramificações evolitivas que ocorreram muito mais cedo e sobre as quais surgem muito mais dúvidas.
A Sistemática é o estudo biológico num contexto evolutivo. Inclui a Taxonomia e a Filogenia. A Taxonomia ocupa-se da classificação e da nomenclatura das espécies. A Filogenia constituiu a história evolutiva de uma espécie o de um grupo de espécies relacionadas.
Diversidade de sistemas de classificação
As primeiras classificações feitas pelo Homem tinham um arácter prático, ajustando-se às necessidades específicas de quem as utilizava. Estas classificações passaram a ser chamadas sistemas de classificaçãopráticos, usados em vários domínios muitas vezes de base científica.
Os sistemas de classificação racionais utilizam caracteristicas morfológicas ou fisiológicas, intrínsecas aos seres vivos, representando uma outra forma de organizar o mundo vivo.
Até ao século XVIII, as classificações racionais baseavam-se num reduzido número de caracteristicas, sendo por isso designadas por sistemas de classificação artificiais.
Com o avanço dos conhecimentos científicos, os conhecimentos sobre os seres vivos aumentaram, o que conduziu à utilização de um número crescente de caracteristicas no processo de classificação. Este aumento teve reflexos na classificação dos seres vivos, que passou a integrar um grande número de dados e a exprimir uma maior afinidade entre os seres-sistemas de classificação naturais. Estas clssificações não consideram evolução dos organismos nem o factor tempo que lhes está associado. São designadas po classificações horizontais.
A expressão mais recente das classificações de natureza horizontal são as classificações fenéticas, e baseadas num grande número de semelhanças ou diferenças fenotípicas entre os organismos.
Paralelamente ao desenvolvimento das classificações horizontais, e reflectindo uma outra forma de encarar a classificação dos seres vivos, surgiram as classificaçoes filogenéticas.
Partindo de uma perspectiva evolucionista, os seres vivos passaram a ser classificados não apenas de acordo com a sua afinidade estrutural e morfológica, mas também de acordo com a sua história evolutiva. O desenvolvimento da Citologia, da Bioquimica e da Genética, tem contribuido para a identificação de ancestrais comuns.
As classificações filogenéticas podem ser designadas por classificações verticais, umavez que reflectem o carácter dinâmico da transformação dos organismos ao longo do tempo.
Neodarwinismo Darwin baseou a sua teoria da evolução na actuação da selecção natural sobre a variabilidade dos seres vivos de uma população. No entanto, na época em que Darwin formulou a sua teoria, os macanismos capazes de gerar a variabilidade entre os indivíduos de uma população e a forma como as características seleccionadas eram transmitidas à descendência não podiam ser explicadas. O desenvolvimento posterior da Genética permitiu completar a teoria de Darwin, surgindo, assim, o Neodarwinismo.
Segundo o Neodarwinismo, as fontes de variabilidade das populações são as mutações e a recombinação genética
As mutações constituem a fonte primária de variabilidade pela sua capacidade de criar novos genes e, como tal, novas caracteristícas.
A recombinação genética mistura, em novas combinações, os genes existentes. A reprodução sexuada é o mecanismo que possibilita a recombinação génica através da meiose e da fecundação aleatória. Na meiose, a ocorrência de crossing over e a segregação independente dos cromossomas homólogos criam variabilidade. O encontro aleatório dos gâmetas na fecundação faz variar, ainda mais, as possibilidade de associação de genes. A transmissão de caracteristícas à descendência só é possível se essas características estiverem codificadas no DNA. Características somática desenvolvidas ao longo da vida não são transmitidas.
Variabilidade e selecção natural
A selecção natural não actua sobre genes isolados, mas sobre indivíduos que representam combinações únicas de caracteristicas. Quanto maior for a variabilidade de uma população, maior será a probabilidade de um determinado conjuto génico apresentar na interacção que estabelece com o meio ambiente, sendo alvo de selecção natural. Factores que aumentam a variabilidade genética de uma população são promotoras de evolução. A meiose e o encontro aleatório dos gâmetas em populações com reprodução sexuada são fonte de variabilidade e, como tal, são mecanismos promotores de evolução.
As unidades de evolução são as populações. Embora a selecção natural ocorra pela interacção entre organismos individuais e o seu ambente, os indivíduos não evoluem. A menor entidade capaz de evoluir é a poulação. A evolução pode ser quantificada pela alteração da proporção relativa de varições hereditárias de uma população numa sucessão de gerações.
Os factores sobre os quais a selecção natural actua são situacionais. Os factores ambientais variam de local para local e com o tempo. Uma variação pode ser favorável numa determinada circunstância e desfavorável noutra.
Define-se fundo genético como o conjunto de todos os genes presentes numa população num dado momento.
O estudoda eorme diversidade de espécies de seres vivos existentes na Terra, e também das enormes espécies preservdas no registo fóssil, conduziu ao seu desenvolvimento de duas correntes de pensamento capazes de explicar a diversidade da vida actual e passada:o Fixismo e o Evolucionismo.
O fixismo considera que as diferentes espécies de seres vivos são permanentes, perfeitas e imutáveis e que foram originadas independentemente umas das outras.
O evolucionismo defende que os seres vivos que existem, actualmente, na Terra são o resultado da modificação de seres vivos que existiram no passado. As espécies de seres vivos relacionam-e umas com as outras e alteram-se ao longo do tempo.
Teorias fixistas
O criacionismo é uma explicação fixista para a origem das espécies, baseada, essencialmente, nas escrituras, e que defende que os seres vivos foram criados por Deus, na sua forma definitiva, e não mais se modificaram.
A teoria da geração espontânea explica que os seres vivos se originaram a partir da matéria inerte, em certas condições especiais, por acção de um princípio activo.
Teorias evolucionistas
Lamarckismo
Lamarck foi o primeiro a desenvolver uma teoria de evolução coerente. Na sua teoria, Lamarck salientou a influência da adaptação ao ambiente sobre a evolução. A teoria da evolução de Lamarck ficou conhecida por Lamarckismo. Lamarck baseou-se em duas ideias:
-Lei do uso e do desuso: As partes do corpo extensivamente usadas por um organismo desenvolvem-se e as que não são usadas atrofiam;
-Lei da herança das características adquiridas: As características que um organismo adquire ao longo da vida são transmitidas à sua descendência.
Existiram algumas críticas apontadas ao Lamarckismo:
-O lamarckismo atribui intencionalmente aos seres vivos, que desenvolvem um "esforço" de adaptação ao ambiente:
-A lei do uso e do desuso não é verdadeira em todas as situações e os orgãos desenvolvidos pelo uso sofgrem regressão, quando deixam de ser usados.
-As caracteristicas adquiridas, ao longo da vida, por um indivíduo afectam apenas a sua parte somática, e não o material genético, pelo que não são transmitidas à descendência.
Darwinismo
Darwin desenvolveu uma teoria evolucionista baseada no efeito da selecção natural sobre as caracteristicas dos seres vivos, que permitem a sua adaptação ao ambiente.
Darwin baseou-se nos principios de Charles Lyell que eram os seguintes:
-As leis naturais são constantes no espaço e no tempo;
-Deve explicar-se o passado a partir dos dados do presente; -Na longa história da Terra ocorreram mudanças geológicas lentas e graduais.
Os dois aspectos principais da teoria de Darwin são os seguintes: -As diversas formas de vida surgiram a partir de espécies ancestrais por modificações na descendência; -O mecanismo de modificação é a selecção natural, actuando ao longo de grandes períodos de tempo.
A teoria de Darwin pode ser resumida assim: -Os organismos de uma determinada população apresentam variabilidade; -As populações originam mais descendentes do que aqueles que os recursos existentes no ambiente podem suportar. Consequentemente, na "luta pela sobrevivência", garnde parte dos indivíduos é eliminada em cada geração; -Os organismos da população portadores de caracteristicas que lhes permitam uma maior adaptação ao ambiente têm mais vantagens na "luta pela sobrevivência" e, por isso, deixam mais descendentes; -O aumento do número de indivíduos portadores de caracteristicas favoráveis conduz à modificação da população, ao longo do tempo.
A selecção natural é o sucesso reprodutivo diferencial, resultante da interacção dos organismos com o seu meio ambiente. Em cada geração, factores ambientais "filtram" as variações hereditárias, favorecendo umas em vez de outras. Indivíduos com caracteristicas favoráveis têm maior descendência do que individuos sem estas caracteristicas, o que faz com que essas caracteristicas passem a ter maior representatividade na geração seguinte. O aumento da frequência das caracteristicas favoráveis na população conduz à evolução.
Darwin baseou-se em exemplos de selecção artificial para ilustrar o poder da selecção natural como motor da evolução. Através da selecção artificial, o ser humano modificou, em curtos períodos de tempo, espécies de animais domésticos ou de plantas com interesse alimentar ou ornamental, pelo cruzamento de indivíduos com caracteristicas desejáveis, de modo a aumentar a frequência dessas caracteristicas na descendência.
Argumentos a favor do Evolucionismo
Diferentes áreas contribuiram para a fundamentação e consolidação do conceito de evolução. A evidência de que a diversidade da Vida é um produto da evolução é tansversal a todos os campos da Biologia e, à medida que o conhecimento biológico aumenta a teoria evolucionista de Darwin continua a ser validada.
Nesta tabela resume o contributo de diversas áreas que apoiam o Evolucionismo.
Unicelularidade e multicelularidade Actualmente, seres unicelulares e pluricelulares, simples e complexos, povoam os ecossistemas em plena harmonia entre si e com as condições ambientais.
As primeiras células encontradas assemelham-se aos actuais procariontes.
As células procarióticas são estruturalmente simples, mas possuem uma grande diversidade metabólica, embora não tenham quaisquer organelos, como os cloroplastos e mitocôndrias. Podem ser fotoautotróficas, encontrando-se os pigmentos fotossintéticos nas membranas celulares.Os dados fornecidos constituem os dois principais argumentos que sustentam a hipotese dos seres procariontes terem estado na origem da grande diversidade de vida na Terra.
As células eucarióticas apresentam uma constituição bem mais complexa do que as células procarióticas, nomeadamente no que respeita ao material genético e à grande abundância de estruturas membranares.
Existem três hipótes para explicar a origem dos eucariontes. Estes modelos tentam procurar a explicação dos seres eucariontes a partir dos procariontes que já povoavam a Terra.
-Modelo autogenético: os organelos das células eucarióticas terão resultado da invaginação da membrana plasmática dos seres procariontes. Este modelo explica o aparecimento da membrana nclear e do reticulo endoplasmático;
-Modelo endossimbiótico: a célula eucariótica surgiu por associações entre uma célula procariótica de grandes dimensões e outras células procarióticas de pequenas dimensões que resitiram à digestão da célula procariótica de grandes dimensões e se especializarem nos diferentes organelos membranares. Este modelo explica o aparecimento das mitocôndrias e dos cloroplastos;
-Modelo 3: Combater os pontos fracos de um dos modelos com os pontos fortes do outro e admitir na evolução dos procariontes para os eucariontes.
Vantagens da associação da célula hospedeira, anaeróbia e heterotrófica, com os mitocôndrias e cloroplastos, foram respectivamente:
- Uma maior capacidade de metabolismo aeróbio, nm meio ambiente com a concentração de oxigénio livre a aumentar;
-Uma maior facilidade em obter nutrientes, produzidos pelo endossimbionte autotrófico.
Argumentos válidos que fundamentam a hipótese endossimbiótica são:
-Mitocôndrias e cloroplastos assemelham-se a bactérias;
-Cloroplastos e mitocôndrias têm o seu próprio genomas e produzem as suas próprias menbranas internas.
-Os ribossomas dos cloroplastos e mitocôndrias são muito semelhantes aos dos procariontes do que aos dos eucariontes.
-É possível encontrar associações simbióticas entre bactérias e alguns eucariontes.
Origem da multicelularidade:
Quando uma célula aumenta de tamanho, verifica-se que a razão entre a superfície e o volume diminui, isto é, aumenta a um ritmo maior do que a área da superfície. Cada unidade de área de menbrana plasmática tem de realizar trocas com o exterior para um volume muito maior de citoplasma. Quando há um aumento de volume, aumenta também o metabolismo, mas a célula não pode contar com um aumento equivalente na eficácea das trocas com o meio externo, uma vez que a superfície não aumenta na mesma proporção. Quanto maior for a célula, menor é superfície da menbrana por unidade de volume de citoplasma capaz de realizar trocas com o meio externo.
O primeiro passo na evolução para os organismo multicelulares terá sido a associação de organismos unicelulares em colónias.
Nalguns tipos de associação colonial relativamente simples, as células, após a divisão, mantêm-se unidas por uma matriz e são morfolófica e fisiologicamente equivalentes, podendo , cada uma dlas, dar origem a uma nova colónia. Em associações coloniais mais complexas, e envolvendo um maior número de células, verifica-se comunicação de células, coordenação das actividades celulares, especialização de células e divisão de tarefas.
A especialização e a cooperação permitem que as células se combinem, formando um organismo com mais capacidades do que cada uma das suas partes constituintes,
Sou aluna do 11º ano e estou no curso de ciências e tecnologias.Este ano foi proposto à minha turma,pela professora de Biologia,a realização de um portefólio pela internet.
Este blog terá informação sobre a matéria de Biologia e Geologia e também terá algumas notícias e videos.
Espero que os visitantes apreciem este blog e que possam aprender e a gostar das Ciências da Natureza e da Terra.